quinta-feira, 2 de junho de 2011

O VERDADEIRO SENTIDO DA PALAVRA PAIXÃO


O assunto que segue abaixo é de autoria da Professora Esther Braga.
Achei tão interessante que resolvi publicar na integra aqui para análise de nossos leitores.
Um abraço a todos que tiverem acesso ao referido assunto. Sintam-se à vontade para fazerem seus comentários.

"Geração apaixoNADA por Jesus?

Vale a pena analisar o verdadeiro sentido da palavra paixão

Desculpem-me os apaixonados, mas “eu tô fora!!!!

Pode ser extremismo meu, mas não sou muito dada a modismo. Você quer saber de que estou falando?!!! Deixe-me ser mais clara. De vez em quando, deparamo-nos com “ondas” que vem e vão com o tempo (sabe, como uma onda no mar?!!).

Houve uma “geração jeans”, “geração coca-cola”, “geração shopping center”... e no meio evangélico, vemos a febre da “geração apaixonada por Jesus” (eu sou mesmo da geração metanoia!!!). Nenhum problema em exemplos de tipo de gerações, pois a Bíblia está recheada de exemplos (I Pe 2: 9; Sl 14: 5; Mt 12: 39; Mc 8: 38), mas essa aí tem chamado muito a minha atenção (não está na Bíblia, é lógico!!!).

Como pessoa curiosa e eterna estudiosa da língua materna (sou linguista), fui procurar no dicionário o verdadeiro sentido da palavra paixão, olha só o que encontrei:

sentimento ou emoção levados a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão;
afeto dominador e cego; obsessão;
disposição para alguma coisa que ultrapassa os limites da lógica; fanatismo; cegueira...

Quando li tudo isso me assustei. Tudo bem, como disse, posso estar levando muito ao “pé da letra” ou estar me vestindo de um estilo farisaico, mas vamos analisar juntos e me ajude se eu estiver errada.

Você poderia refutar se baseando nas palavras de Paulo “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura...” (I Co 2: 14), mas não creio que o apóstolo esteja falando de coisas desse tipo; pelo que vimos, ‘paixão’ é algo doentio, cego, exagerado (tipo: “jogado aos seus pés!!!”).

Não sei, não. Realmente, este termo “apaixonado por Jesus” não me agrada, sabe?! Você também pode questionar o fato de eu aceitar a expressão “paixão de Cristo” (mas quem disse que eu aceito?). Para isso tem uma explicação: as pessoas criaram o termo porque acreditavam que Jesus fez uma “loucura”, morrendo por um bando de pecadores como nós (agora sim eu usaria o texto de Paulo!!!).

Para mim, Jesus nunca foi um apaixonado, muito menos um “louco”; Ele se sacrificou movido pelo amor que nutre por nós, não por uma paixão!!!

E pra engrossar minha crença e reforçar minha argumentação, coloco ainda o sentido da “paixão” na vida secular: uma pessoa apaixonada faz loucuras (literalmente!!!) que “ninguém merece”, e por conta da tal paixão, da forma como agimos por causa dela e dos efeitos que isso pode causar que... sei não, prefiro sempre dizer que amo Jesus e não que sou (ou estou, o que é pior!!!) apaixonada por ele.

Bem, agora que “coloquei essa pulga atrás da sua orelha”, me ajude e me tire dessa “enrascada”... somos ou não apaixonados por Jesus?!!! No final das contas, você pode até achar que essa geração toda é mesmo apaixoNADA, isso sim!!!"

"Esther Braga é Mestre em Linguística, especialista em Língua Falada e Ensino do Português, professora há 21 anos e aluna da Faculdade de Teologia Adventista da Promessa (FATAP) – Extensão Norte."

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O ESPÍRITO SANTO - SER PESSOAL

O ESPÍRITO SANTO – SER PESSOAL (Lc 3:22)


Para entendermos bem o estudo sobre o Espírito Santo como Ser pessoal, inteligente, que raciocina e age, é necessário notar na Bíblia as expressões “espírito(s)” e “ESPÍRITO”, e entender seus significados.
Eis alguns exemplos: “Pai em tuas mãos entrego o meu espírito”, Lc 23:46. Isto não se refere ao Espírito Santo, mas espírito-vida-fôlego que Jesus entregou ao Pai ao expirar na cruz. Gn 2:7; Ecles 12:7.
“Não são todos espíritos ministradores, enviados para servir...?” Hb 1:14. Isto também não se refere ao Espírito Santo. São anjos mesmos (invisíveis, mas que podem tomar forma humana e falar com o homem, Gn 18:2) que trabalham a favor dos filhos de Deus. Ver Salmo 34:7; Atos 12:6-9.
“Portanto, como diz o ESPÍRITO SANTO, se ouvirdes hoje a sua voz...”, Hb 3:7. Grifo meu. Aqui sim, vemos referência obvia sobre o Espírito Santo. A expressão ESPÍRITO SANTO não se confunde com espírito ou espíritos.
Deixamos inicialmente esses textos como exemplos.
Partindo desta compreensão, ou seja, que o Espírito Santo se distingue de espíritos ou espírito na Bíblia, o que nos dá a clara evidência de que Ele é um Ser com o Pai e o Filho, analisemos o que segue:
O Espírito Santo é um Ser pessoal e divino em harmonia com o Pai e com o Filho por que:
1. Veio como substituto da pessoa de Jesus – Jo 14:16; 16:13-14.
2. Participou diretamente na criação do universo e do próprio homem – Gn 1:2, 26; Jó 33:4.
3. É tratado como pessoa – Jo 16:7 e 14.
4. Age com inteligência (impede, fala...) – Atos 16:6; 13:2; 10:19-20.
5. Manifesta-se de forma corpórea – Lc 3:22; Jo 1:32.
6. Ele é integrante da divindade – é Deus – Atos 5:3-4; I Co 2: 10-12.
7. Ele ensina – Lc 12:12; I Co 2:13.
8. Ele dá parecer – Atos 15:28.
9. Ele fala enfaticamente – Atos 28:25; Hb 3:7.
10. Ele permite que os filhos de Deus se associem a Ele com respeito às coisas celestiais – Hb 6:4.
11. Ele nos ajuda intercedendo por nós com gemidos inexprimíveis – Rm 8:26.
Creio que estas citações acima são suficientes para nos ajudar a compreender que o Espírito Santo é de fato um Ser pessoal.
Neste ponto gostaria de salientar o seguinte: As expressões bíblicas de Hebreus 1:7 e 14 (o verso 7 aqui referido tem a ver com Salmo 104:4), não mostram referência ao ESPÍRITO SANTO, mas sim a espíritos, e não condizem em absoluto com o evento de Atos 2 como argumentam alguns. Aí são anjos mesmos que foram chamados “espíritos ministradores.” São mensageiros de Deus enviados do céu que ministram a favor da igreja.
No céu anjo é anjo, o Espírito Santo é Espírito Santo, Deus é Deus, Jesus é Jesus, etc. Cada um na sua função, cada um na sua ordem, todos vivendo em perfeita harmonia.
Numa leitura cuidadosa de todo o Salmo 104 se poderá observar a maneira maravilhosa como Deus é engrandecido na natureza em seus diversos fenômenos: Fogo, água, etc.
Agora, com respeito ao Espírito Santo, notemos outros textos bíblicos que indicam Sua maneira pessoal de atuar, e que mostra mesmo ser Ele um Ser pessoal:
a) Pairava sobre as águas – Gn 1:2.
b) Com o corpo em forma de fogo tomando o profeta pela mão – Ez 8:1-3; 11:1 e 24.
c) De forma CORPÓREA no batismo de Jesus – Mt 3:16.
d) Como Consolador e Ajudador – Jo 14:16; Rm 8:26.
e) Como Guia – Jo 16:7.
f) Convencendo o pecador – Jo 16:8.
g) Dando parecer nas reuniões – Atos 15:28.
h) Constituindo o corpo ministerial – Atos 20:28.
i) Enchendo de poder, selando e distribuindo dons – Atos 2:1-4; 8:14-17; 10:44-46; 19:6; Ef 1:13; I Co 12:1-11; 14:1-39.
As passagens de Isaias 40:13 e Jó 21: 22 dão-nos compreensão clara de que o Espírito Santo, tanto quanto Deus, é um Ser pessoal.
A objeção que é feita à pessoalidade do Espírito santo pelo fato de ter sido ele derramado ou caído sobre os crentes (se ele é pessoa não poderia cair ou ser derramado, dizem) precisa ser analisada no contexto bíblico, e aí veremos que não há razão para existir tal objeção.
Vejamos o que seque:
1°. Jesus falando da promessa disse:
a) “... vós sereis batizados com o Espírito Santos.”
b) “... ficai em Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” Aí diz: REVESTIDOS DE PODER, poder que emanaria da pessoa do Espírito Santo, quando ele viesse.
c) ”Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de ver sobre vós...” A VIRTUDE da pessoa do Espírito Santo que haveria de vir. Atos 1:5; Lc 24:49; Atos 1:8.
2°. Pedro explicando sobre a descida (ou derramamento) do Espírito Santo, usou as seguintes expressões: “De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que agora vedes e ouvis”, Atos 2:33.
- O que eles viram e ouviram?
- A pessoa do Espírito Santo?
- Não.
- Mas, o que então?
- Eles viram e ouviram os sinais, a atuação de poder realizada pelo Espírito santo: Vento veemente e impetuoso, línguas como que de fogo, etc. É interessante observar o que foi dito: “Línguas, conforme o Espírito Santo concedia que falassem.” Atos 2:4. Quem concedia que falassem línguas? O Espírito santo. Quem concede (permite, consente, admite), faz uso da razão, tem mente, ordena, decide, tem personalidade, tem característica de pessoa. É assim que é o ESPÍRITO SANTO.
3°. ”Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo. E Simão vendo...”, Atos 8:17-18.
- O que Simão viu?
- O Espírito Santo em pessoa?
- Não.
- Sem dúvida ele viu o comportamento dos cristãos mediante a ação do Espírito Santo que veio sobre os crentes de Samaria pela imposição das mãos dos apóstolos.
4°. ”E dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo...”, Atos 10:44. Ver ainda VV 45-47.
- O que levou Lucas, o escritor de Atos, a dizer que o Espírito Santo caiu sobre os ouvintes de Pedro?
- Ele viu o Espírito Santo em pessoa caindo sobre os crentes?
- Não.
- O que ele viu então?
- Ele percebeu os sinais (destacando-se línguas e glorificações) que envolveram os ouvintes de Pedro.
5°. ”E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam”. Atos 19:6.
De igual modo aqui não foi o Espírito Santo em pessoa que veio sobre os crentes, mas o revestimento de poder (batismo) do Espírito Santo, destacando-se línguas e também profecia.
Assim vemos que quando se diz que o Espírito Santo caiu ou foi derramado, não se nega aí que Ele seja um Ser pessoal. Atentemos para o texto de Ezequiel 8:1. Aí diz que a MÃO do Senhor Jeová CAIU sobre o profeta.
- Que significa isto?
- Que a mão do Senhor Deus se despencou lá do céu caindo sobre o profeta?
- Claro que não!
O que caiu sobre o profeta e que o envolveu foi a ação de Deus sobre ele.
Vejamos: Ninguém nega na verdade que Deus, o Pai e Criador do universo, seja um Ser pessoal. No entanto, o que queremos dizer, por exemplo, quando afirmamos que ele está presente em nossas reuniões ou cultos? Será que Deus desce literalmente do céu e se faz presente em nossas reuniões? Claro que não. Mas como afirmamos então que ele está conosco? É que sentimos Sua ação, Seu poder, e aí exclamamos: Deus está presente! Ora, se não temos dúvida de que Deus é um Ser pessoal mesmo não podendo vê-lo pessoalmente quando nos visita em nossos cultos (mas sentimos Sua ação entre nós), por que duvidar da pessoa do Espírito Santo que também nos visita? Não podemos ter uma mente tão aquém do entendimento sobre a divindade no céu! I Co 2:14-16.
Jesus (Ser pessoal) pode estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo onde quer que estejamos reunidos em nome dele, sem que necessariamente tenhamos de vê-lo pessoalmente. Mt 18:20. Ninguém duvida disto.
Deus nunca foi visto por alguém. Ele é Espírito, Jo 4:24. Contudo, sabemos que ele é um Ser pessoal.
Nesta linha de raciocínio, não há dificuldade para entendermos que o Espírito Santo também é um Ser pessoal da divindade no céu.
Jesus, no texto de Mateus 28:19, jamais faria menção do Espírito Santo se este não fosse um Ser pessoal com ele e o Pai.
A doutrina da Trindade não é um legado da Igreja Católica como alegam os oponentes. Antes desta referida Igreja incluir a doutrina da Trindade em seu cânon, o que somente ocorreu no 4° século da EC, cristãos primitivos já vinham praticando esta forma de batismo em nome da Trindade estipulada por Jesus.
“Inácio (século I) disse: Não há três Pais, nem três Filhos, nem três Parácletos, portanto, o Senhor mandando batizar e fazer discípulos de todas as nações, os mandou batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, não em três nomes, nem em três encarnações, mas em nome dos três de igual honra.”
“Tertuliano (160-240 a.D) confirma: Mandando batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”
Lembrando: Jesus, sendo Ser pessoal, pode estar ao mesmo tempo em todos os lugares onde nos reunimos em Seu nome, Mt 18:20.
Por que o Espírito Santo não pode ser pessoal pelo fato de estar ao mesmo tempo em diversos lugares?
Ver a Trindade explícita em Romanos 15:30 e II Coríntios 13:13.
Para uma análise mais profunda sobre a pessoalidade do Espírito santo comparemos, sinceramente, Isaias 40:13 e Jó 21:22.
Isaias pergunta: “Quem guiou o Espírito do Senhor? E que conselheiro o ensinou?”
Jó também pergunta: “Porventura a Deus se ensinaria ciência, a ele que julga os excelsos?”
Isaias mostra a sapiência divina do ESPÍRITO SANTO, pois a ele ninguém pode guiar e ensinar. Na hipótese contrária, ou seja, não tivesse o Espírito Santo ciência, ele seria guiado e ensinado.
De igual modo Jó mostra Deus, pessoa sapiente a quem não se ensina...
Nestes textos vemos o Espírito Santo em igualdade com Deus na questão de intelecto. Logo se Deus é um Ser pessoal, o Espírito Santo também é.
Notemos que unidade de ação há na Trindade divina: “Eu (pessoa de Jesus) e o Pai (pessoa de Deus) somos um (harmônicos). Eu (pessoa de Jesus) rogarei ao Pai (pessoa de Deus) e ele vos enviará outro Consolador (pessoa do Espírito Santo). Portanto ide... batizando-as em nome do Pai (primeira pessoa da divindade no céu) e do Filho (segunda pessoa da divindade no céu) e do Espírito Santo (terceira pessoa da divindade no céu).
Assim, que dificuldade há para entender que o Espírito Santo, assim como o Pai e o Filho, é um ser pessoal? Sem dúvida,como pudemos ver, a Bíblia afirma que o Espírito Santo é um Ser Pessoal.
Esperando ter contribuído para uma melhor compreensão sobre a pessoalidade do Espírito Santo, faço minhas aqui as palavras do Apóstolo Paulo: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos. Amém.” II Coríntios 13: 13.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PODEM AS RELIGIÕES ESTAR ENGANADAS...?


PODEM AS RELIGIÕES ESTAR ENGANADAS MESMO TENDO A BÍBLIA SAGRADA COMO BASE DE SEUS ENSINOS?

Podem.

A questão não é a Bíblia, mas o modo como a usam.
A Bíblia é inspirada por Deus (2 Tm 3:16). Os homens é que a interpretam de forma errada para defenderem seu ponto de vista.

Vejamos, por exemplo, alguns pontos doutrinários essencialmente bíblicos, mas, não postos em prática por determinadas religiões:

1. Há religiões pentecostais (aceitam o batismo no Espírito Santo e a manifestação dos dons espirituais – Atos 2:1-4; 1 Co 12:8-10), porém, negam, por exemplo, a observância integral dos Dez Mandamentos (Sl 111:7; 119:4; 1 Jo 2:4; Êxo 20:1-17).

2. Há religiões tradicionais (aceitam a observância dos Dez Mandamentos na íntegra, mas desprezam a doutrina do Batismo no Espírito Santo e os dons espirituais.

3. Há ainda religiões que negam tanto o batismo no Espírito quanto a guarda do sábado.

CREIO QUE O CORRETO COMO ESTÁ NA BÍBLIA, É:

1. O batismo no Espírito Santo e as manifestações sobrenaturais.
É promessa de Deus – Is 44:3; Jl 2:28, 29; Mc 1:8; At 1:4; 2:39.
Cumpriu-se no Pentecostes – At 2:1-4.
Manifestação sobrenatural nos crentes no momento da descida do Espírito Santo (Línguas) – At 2:4.
Sinal sobrenatural de que a pessoa recebeu o Espírito Santo em forma de batismo (Línguas e Profecia) – At 2:4; 8:14-19; 10:44-46; 19:6, 7.
Outras manifestações sobrenaturais naqueles que receberam o Espírito Santo (Curas, expulsão de espíritos malignos, ressuscitação milagrosa) – At 3:6-8; 16:18; 9:40).
Dons espirituais manifestados na Igreja (Sabedoria, ciência, fé, dons de curar, operação de maravilhas, profecia, dom de discernir espíritos, variedade de línguas, interpretação das línguas) – 1 Co 12:8-11).
Foi o próprio Deus quem pôs os dons na Igreja – 1 Co 12:27, 28.
Os dons permanecerão na Igreja até que Jesus volte – 1 Co 13:8-10.

Obs.: É da vontade de Deus que seus filhos sejam batizados no Espírito Santo – At 1:8; Lc 11:13. Como resultado do batismo no Espírito Santo a igreja passou a glorificar fervorosamente a Deus e a orar em conjunto – At 2:4, 46, 47; 4:29-31; 12:5; 20:36.

De fato o batismo no Espírito Santo seguido de glorificações e orações fervorosas com manifestações sobrenaturais (curas, expulsão de demônios, línguas, profecias, etc.), é bíblico. Glórias a Deus e aleluia!

2. O sábado.
Abençoado e santificado por Deus. No sábado o próprio Deus descansou – Gn 2:3.
Guardado pelos patriarcas antes de ser dado por escrito a Moisés no Monte Sinai – Êxo 16:25-30.
É o 4º mandamento dentre os dez e foi ordenado por Deus para ser guardado – Êxo 20:8-11; Sl 119:4.
Observado com zelo pelos profetas que ensinavam o povo a guardá-lo – Neem 13:15-19.
Deus tem promessa para aqueles que guardam o sábado – Is 56:1-7.
É o dia do Senhor, é Santo e digno de ser honrado – Is 58:13.
Na nova terra o sábado será guardado – Is 66:22, 23.
O sábado é o sinal entre Deus e o seu povo – Ez 20:20.
Jesus guardou o sábado – Lc 4:16, 31; Mc 6:2; Mt 5:17, 18.
Sendo o sábado um dos Dez Mandamentos deve ser guardado como prova de amor a Deus – Jo 14:21; 1 Jo. 5:2, 3; Tg 2:10, 11.
Os apóstolos guardaram o sábado – At 13:27, 42-44; 15:21; 16:11-13; 17:2; 18:1-4.
As santas mulheres que serviam a Jesus guardaram o sábado – Lc 23:54-56.
É dever de todo homem (não só o judeu) guardar o sábado como um dos Dez Mandamentos – Ecles 12:13, 14.
O sábado é o único dia reconhecido na Bíblia como o dia do Senhor – Is 58:13; Mc 2:28; Ap 1:10.
O sábado faz parte dos Dez Mandamentos da Lei de Deus, e Paulo o chamou de santo – Rm 7:12.
Paulo tinha prazer em guardar o sábado como um dos Dez mandamentos da Lei de Deus – Rm 7:22; At 18:4.
O sábado está contido na Lei de Deus que está no céu e que será a base do juízo final – Dt 10:5; Ap 11:19; Ecls 12:13, 14.

Assim, a fiel Igreja Cristã, seguindo corretamente a Bíblia, crê no Batismo do Espírito, busca-o e o recebe passando a ser usada nos dons espirituais com manifestações sobrenaturais, orações fervorosas e glorificações a Deus. Mas também crê na observância integral dos Dez Mandamentos, inclusive o sábado, que é o 4º mandamento.

Infelizmente as religiões que não aceitam o Batismo no Espírito Santo e nem guardam o sábado conjuntamente, ainda que de posse da Bíblia, estão atuando no engano. Seus seguidores estão sendo enganados.

PARA PENSAR: Jesus nos salva por Sua graça. Uma vez salvos por Ele devemos andar em conformidade com a Sua doutrina.

PARA PENSAR



PARA PENSAR

UMA REFLEXÃO SOBRE O SÁBADO – DIA DO SENHOR.



ANTES DO SÁBADO.

“Sucedeu pois que, dando às portas de Jerusalém já sombra antes do sábado, ordenando-o eu, as portas se fecharam; e mandei que as não abrissem até passado o sábado...” Neemias 13:19 (Ler do v 15 ao 19).

“E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos, e no sábado repousaram conforme o mandamento.” Lucas 23:56.

“E dali para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia... E no sábado seguinte saímos fora das portas, para a beira do rio, onde julgávamos ter lugar para oração...” Atos 16:12-13.

“Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá.” Êxodo 16:26.

NOTA: Homens e mulheres, servos de Deus, antes do sábado (sexta-feira) cuidavam de suas atividades até o pôr-do-sol, e aí guardavam o sábado, cuidando só das obras espirituais nesse dia.

O DIA DE SÁBADO.

Na Nova Terra será lembrado – Isaias 66:22-23.

Todo homem é convidado a guardá-lo - Isaias 56:6-7.

O sábado é o sinal – Ezequiel 20:20.

Jesus era carpinteiro, guardava o sábado, só fazia obras espirituais nesse dia
– Lucas 4:16 e 31; Marcos 6:2; João 7:23.

As santas mulheres guardaram o sábado depois da morte e ressurreição de Jesus – Lucas 23:54-56.

A Igreja não deixou de guardar o sábado depois da morte e ressurreição de Jesus – Atos 13:42-44.

Os apóstolos guardaram o sábado – Atos 16:13; 17:2; 18:1-4.
A Carta aos Hebreus lembra a guarda e santificação do sétimo dia da semana (sábado) – Hebreus 4:4 e 10.

Paulo reconheceu o mandamento como santo, justo e bom – Romanos 7:12.

O profeta já dizia que o sábado é santo – Isaias 58:13.

No sábado, dia do Senhor, João recebeu a revelação do Apocalipse – Apocalipse 1:10.

PARA REFLETIR: “Qualquer que violar um destes mais pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ENSINAR será chamado grande no reino dos céus”. Mateus 5:19. grifo meu.

domingo, 22 de agosto de 2010

O FENÔMENO DE ATOS DOIS

O que podemos dizer sobre o fenômeno ocorrido no Pentecostes em Jerusalém, conforme o capítulo 2 de Atos dos Apóstolos?

As línguas faladas pelos discípulos no dia de Pentecostes não foram idiomáticas, mas sim espirituais.

Consideremos algumas linhas do que diz Israel Belo de Azevedo em seu Sermão à Igreja, exposto também na página da internet http://www.prazerdapalavra.com.br/, acessado em 17/08/2010.

“A primeira manifestação está narrada no versículo2: De repente veio do céu um som [ruído], como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. O som não era o ruído do vento, mas se parecia com ele, já que o vento é o símbolo perceptível do poder invisível de Deus, poder que não pode ser visto, mas é acompanhado de manifestações visíveis, poder que não pode ser explicado, mas pode ser aceito. O som não aquele que veio pelo vento, mas algo que se lhe assemelhava.
Lucas sublinha que o vento veio do céu. O autor quer destacar a procedência divina dos fatos. Jesus Cristo foi para o céu e prometeu que, de lá, mandaria o Seu Espírito. Era, pois, de lá que vinha o Espírito, chegando de uma maneira parecida como a de um sopro, um sopro divino. Todos ouviram aquele som, sem palavras. Quando o Espírito Santo repousa sobre nós, o mundo tem que ver, não a nós, mas a Ele.

A segunda manifestação espetacular Lucas a nota no versículo 3: E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como que de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Novamente, as línguas não eram de fogo, mas pareciam ser de fogo, tal sua intensidade, o seu movimento e a sua velocidade.
Se o som podia gerar algum tipo de compreensão diferente, as línguas como que de fogo vinham complementar. O som foi para se ouvir. As línguas de fogo eram para se ver. Talvez alguns discípulos tenham se lembrado do batismo de fogo, prenunciado por João Batista (Mateus 3:11). À audição, seguiu-se a visão, a visão do fogo. Os presentes viram o Espírito Santo chegar, como um fogo a purificar de todos os pecados.

Em terceiro lugar, todos ficaram cheios do Espírito Santo (verso 4a).
A partir daí eles não tiveram mais controle sobre si. Tudo que falavam – e isso só acontece quando estamos cheios do Espírito – exaltava as grandezas de Deus. Nós até podemos falar, de vem em quando, acerca destas maravilhas. No entanto, só conseguimos narrar essas grandezas e viver por elas quando estamos cheios do Espírito Santo.

Como resultado desta experiência – eis a quarta manifestação – todos começaram a falar em línguas (verso 4b).
Esta experiência tem dividido lamentavelmente os cristãos. O problema consiste essencialmente na compreensão do significado do fenômeno deste falar “em outras línguas”, a experiência da glossolalia.
Lucas é categórico ao dizer que, quando foram cheios do Espírito Santo, aqueles seguidores de Jesus ali reunidos começaram a falar em línguas que não eram seus idiomas maternos (aramaico, grego ou latim, as línguas faladas na Palestina de então), de modo que, sem que houvesse tradução simultânea, os “visitantes” ouviram acerca das “grandezas de Deus” em suas próprias línguas.”

Nota: Além dos que falaram línguas terem se edificado espiritualmente Deus permitiu que os ouvintes, naquele caso, entendessem em sua própria língua “as grandezas de Deus.” Para os ouvintes, não foram as línguas faladas pelos 120 o ponto alto da questão, mas terem falado “as grandezas de Deus”, coisa jamais vista nos pentecostes nos anos anteriores. Tanto foi assim que ao mesmo tempo em que, por permissão de Deus naquele caso exclusivo de línguas no Pentecostes, os que se haviam de converter em seguida na pregação de Pedro entenderam “as grandezas de Deus”, os desinteressados e críticos só conseguiram ver manifestação semelhante à de pessoas embriagadas (Atos 2:13).

“Apesar do caráter estranho desta manifestação espetacular de Deus, ela ocorreu de fato, portanto. Os cristãos não têm muito que discutir a este respeito, embora aqueles que neguem que o Espírito Santo aja sobrenaturalmente procurem explicações psicologizantes para o fenômeno. Felizmente, Deus é muito mais que o que podemos dele conhecer.
A dificuldade reside, na verdade, na compreensão entre essa glossolalia e as outras do Novo Testamento.”

Nota: Não deveria haver dificuldade de entendimento entre a manifestação de línguas no Pentecostes e as outras manifestações seguidas, como por exemplo, Atos 10:46! Reportando a respeito Pedro disse: “... estes, que também receberam o Espírito Santo como nós?” Verso 48. No Pentecostes receberam o Espírito Santo, falaram línguas. No caso de Cesaréia, como nos outros casos, receberam o Espírito santo, e a evidência foi o falar em línguas também.

“Em Atos 10:46, alguns cristãos, por intermédio do apóstolo Pedro, ao ficarem cheios do Espírito, começaram a falar em línguas e a engrandecer a Deus. Em Atos 19:6, agora por intermédio do apóstolo Paulo, alguns cristãos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar noutras línguas. O mesmo apóstolo recomenda, em 1 Coríntios 12 e 14, que os cristãos devem buscar os dons (carismas) do Espírito Santo, inclusive o falar em línguas.
No exato momento de sua conversão após a pregação de Pedro, o romano Cornélio e alguns parentes e amigos íntimos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em línguas para espanto dos ouvintes (Atos 10:46). Na outra referência, 20 anos depois, já no ano 56, Paulo, em Éfeso, pregou o evangelho, batizou os que creram e estes (12 ao todo, de uma mesma cultura e do mesmo idioma grego), depois de terem recebido a imposição de mãos por parte do apóstolo, falaram línguas. Os que falavam exaltavam o poder de Deus, que capacita, nunca o poder do ser capacitado. Em todas estas circunstâncias, sabemos, com certeza, que eram línguas para a edificação dos ouvintes (que ouviram Pedro e Paulo), não os falantes (pregadores).”

Creio que no Pentecostes os ouvintes que foram atraídos pelo fenômeno das línguas tinham certa familiaridade lingüística com os judeus – cristãos que estavam no cenáculo.
Eram judeus da dispersão vindos das nações ali citadas para a festa de Pentecostes. O que chamou a atenção dos interessados, que depois se converteram na pregação de Pedro – quase três mil pessoas – não foi o fato de as línguas, naquele caso, serem compreensíveis aos ouvidos deles, e que por isso se deve crer que no geral foram línguas idiomáticas, mas que ouviram das grandezas de Deus. “Temos ouvido... falar das grandezas de Deus.”
Outra coisa: Pedro, em seu sermão, agora não estava mais falando línguas como fizera no momento da descida do Espírito Santo dentro do Cenáculo. Falava, obviamente, em seu próprio idioma (provavelmente o aramaico) e todos os presentes o entenderam. O tratamento que Pedro deu aos ouvintes na ocasião (ele que não comungava em nenhuma hipótese com estrangeiros – gentios) era de fato de quem falava a irmãos da mesma nacionalidade (judeus) e não a gentios. “... varões judeus... varões israelitas... varões irmãos... casa de Israel... Atos 2:14, 22, 29, 36. Notemos a reciprocidade dos ouvintes: “... que faremos varões irmãos?”37. Pedro jamais receberia ou daria esse tratamento íntimo a pessoas que não fossem seus irmãos judeus. Falando sobre o evento Pedro disse mais: “A promessa vos diz respeito a vós...” 39. A priori, a promessa de fato dizia respeito aos judeus, aos filhos desses, ‘aos que estão longe’; lembrava Pedro dos seus irmãos (judeus) que estavam longe (aqueles seus irmãos judeus da dispersão que não compareceram para a festa naquele ano) e (agora sim) a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.” Depois dos judeus ali naqueles dias, a promessa se estenderia de fato a todas as pessoas que viessem a crer no Salvador e a recebê-lo em seus corações, a partir de Cornélio, dez anos depois do Pentecostes. Atos 10:28-48.

Creio que em todas as ocasiões em que houve (e ainda há) batismo no Espírito Santo, embora com características diferentes (não com vento, fogo...), vê-se aí uma seqüência de batismo a partir do Pentecostes. Costumamos dizer que no Pentecostes aconteceu o batismo inaugural do Espírito. E em todas as ocasiões notou-se (e ainda se nota) a evidência do falar em línguas.

Os contrários à doutrina do batismo no Espírito santo não aceitam a idéia de que foi no Pentecostes que acontecera pela primeira vez o batismo no Espírito. Dizem que João Batista já era cheio do Espírito santo (só não falou línguas, dizem). Este argumento não procede. Primeiro, João era cheio do Espírito desde o ventre. Ali não teria mesmo como falar línguas. Segundo, ele morreu antes da descida do Espírito santo em forma de batismo que, segundo Jesus, só ocorreria após ele ter sido glorificado (Jo 7:39). Dizem também que Jesus foi batizado no Espírito Santo e nunca falou línguas. Errado! Pois Jesus não fora batizado em forma de batismo no Espírito sendo ele o batizador. Ele fora, sim, ungido (Atos 10:38) o que é diferente. Ainda dizem os contradizentes da doutrina: “Estevão foi cheio do Espírito santo e não falou línguas.” Citam Atos 7:55. Ele falou línguas sim, pois era um dos que estavam no Cenáculo. E a Bíblia diz que todos falaram noutras línguas, conforme o Espírito santo concedia que falassem. Atos 2:4. Confere 6:1-8. E se Estevão estava cheio do espírito Santo, e chegou a ver o céu aberto e Jesus à direita do Pai, quem pode afirmar que ele, naquele momento de êxtase não tenha também falado em línguas? Só porque não está escrito? Se ele era batizado no Espírito e falava línguas...!

De acordo com: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas...” e “... estes, que também receberam como nós o Espírito santo?” (1 Co 12:11; Atos 10:47), com relação às línguas, inclusive Atos 2, podemos afirmar com Paulo o que segue:
“Porque o que fala línguas (...) não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistério.” 1 Co 14:2.

“O que fala língua (...) edifica-se a si mesmo...” 4.

“assim também vós, como desejais dons espirituais (e língua é um dos dons) procurai abundar neles, para edificação da igreja.” 12.
(Língua com interpretação edifica a igreja. Neste caso não é para deixar de falar línguas, mas falar com interpretação, que é outro dom, 1 Co 12:10).

“Pelo que, o que fala língua (...) ore para que possa interpretar.” 13.
(Esta língua está vinculada a de pentecostes. O Espírito é o mesmo. Sendo idiomática se dispensaria oração para interpretar. Pois a interpretação se daria pelos recursos acadêmicos e não, necessariamente, pela oração.

“Porque se eu orar em língua (...) o meu espírito ora bem... (que bom! Aleluia!), mas o meu entendimento fica sem fruto.” 14.
(O entendimento fica sem fruto exatamente porque o que se fala na hora em que se está sendo usado pelo dom de línguas, não é entendido pelo homem em hipótese alguma, a não ser que haja intérprete também pelo dom do Espírito).

“Que farei pois? Orarei com o Espírito (línguas), mas também orarei com o entendimento (no próprio idioma, ou o dom de língua com interpretação); cantarei com o Espírito, mas também cantarei com o entendimento.” 15.
(Que feliz decisão de Paulo! Sigamos seu exemplo, não?!)

Uma análise sintética dos versículos 16-17: Se o irmão bendisser com o Espírito (falando línguas – o contexto nos leva a entender exatamente assim), como dirá amém aquele que ouve? Sabe por quê? Porque não tem como entender o que o irmão está falando quando está sendo usado no dom de línguas. Contudo, o irmão bendizendo com o espírito (falando línguas) dará bem as graças. Que bom! Glória a Deus! Sabe por quê? Porque Deus o entende. Aleluia!
Mas e aquele que está ali do lado, o indouto (creio eu que aí se trata daquele que está ainda alheio às coisas da fé) como fica? Aí que entra a instrução: Que haja interprete. Então ao falarmos língua oremos também para que haja interpretação.

“Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.” 18.
(Que bom ouvir isto (ou ler isto) de Paulo!

Uma análise sintética do versículo 19: Apesar de falar em línguas mais do que todos os irmãos, Paulo preferia falar cinco palavras na sua própria inteligência do que dez mil em línguas. Sabe por quê? De acordo com o contexto sendo o dom de língua incompreensível ao homem, porque o que fala fala somente a Deus e em mistério, nem mesmo o que fala entende. E também Paulo não era egoísta querendo antes a edificação de todos.
Agora, se se tratasse de idioma isto não seria problema para Paulo, pois ele era poliglota. Creio que na sua época não havia idioma que Paulo não conhecesse. Então quando ele disse que preferia falar cinco palavras no seu entendimento do que dez mil em línguas, não se tratava aí, em hipótese alguma, de idioma. Seria ilógico afirmar ser idioma. Ademais, “dez mil palavras em língua desconhecida” já diz tudo. Se era língua desconhecida (a língua pelo dom do Espírito conforme o contexto), não era mesmo idiomática. Pois os idiomas existentes Paulo conhecia.
Creio que está tudo bem claro concernente a língua dada pelo Espírito Santo. Não idiomática que se aprende nas faculdades, mas espiritual.

“Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação... e, se alguém falar língua (...) faça isso... e haja interprete. Mas, se não houver interprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.” 26-28.
(Lá no versículo 15 vimos Paulo dizendo como ele se portaria com respeito ao dom de língua. Ou seja, disse ele que oraria com o Espírito, mas também com o entendimento...
Agora o vemos instruindo os irmãos a como se portar. Antes diz Paulo: “Cada um de vós tem... língua, tem interpretação.” Como lá em 1 Co 12:10 vemos a distribuição dos dons quando diz: “...a outro pelo mesmo Espírito os dons de curar... e a outro a variedade de línguas, e a outro a interpretação das línguas, percebe-se que, segundo o que Paulo disse, um tinha língua (isto significa dizer que havia o exercício do dom de línguas) mas podia a mesma pessoa não ter interpretação, ou qualquer outro dom. Outro tinha interpretação, porém, podia não ter o dom de discernir espíritos, por exemplo. E assim sucessivamente.
Bom, Paulo disse de fato que os irmãos tinham dom, inclusive o dom de língua. Isto é interessante.
Com respeito o falar línguas mais uma vez diz que devia haver interprete. Na questão de ordem, se não houvesse interprete não se devia ficar falando línguas, “esteja calado na igreja”, ou “e fale (línguas) consigo mesmo (lembrando que o que fala língua edifica a si mesmo, e isto é bom para o que fala), e com Deus.”
Em nada se deve entender que não seja mais para falar línguas. Devo dizer que assim como fora dada instrução no que diz respeito ao dom de línguas, também fora dada com respeito ao dom de profecia. 29-33.
Paulo conclui seu assunto sobre línguas, dizendo: “... e não proibais falar línguas.” 39.
“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.” 40.
(Inclui-se aí língua, profecia, ok!)

Vimos, então, que pela operação do mesmo Espírito, o dom de língua de Atos 2 tem vínculo com todos demais textos que falam a respeito. Em todos eles vemos língua como um dom do Espírito, e é sobrenatural, e não um idioma que se aprende e se fala de acordo com as faculdades seculares.